
2008
Vampire Weekend – Vampires Weekend
29 de janeiro de 2008

Do encontro improvável entre rock universitário e música popular africana nasce a divertida estréia do Vampire Weekend. Apesar de nova iorquinos, soam como ingleses simpáticos tentando atrair colonos para sua soirée na varanda. Com letras perspicazes, como comentários sobre situações corriqueiras através de minúcias de um olho observador, mostram como não é necessário apelar para fortes (e vulgares) emoções para compelir nossos ouvidos. Conseguem ser inteligentes sem serem pretensiosos.
Ponto Alto: A simplicidade das músicas atesta isso: os ritmos são realmente africanos, as melodias vocais um pop à The Police, e as guitarras são totalmente limpas. Já os arranjos de sintetizador e violinos, esses são sofisticados como aquela azeitona no fundo da taça: quando viu, já engoliu.
Bon Iver - For Emma, Forever Ago
19 de fevereiro de 2008

Brota do isolamento com força colossal esse registro em carne viva do até então desconhecido Justin Vernom. Gravado numa cabana na floresta quando se recuperava de mononucleose e um abandono amoroso, tornou-se uma preciosa experiência introspectiva que não poupa o ouvinte de suas nuances de desespero, resignação e, quem sabe, esperança.
Ponto Alto: A voz de Vernom, visceral na origem, abre caminho seguida de um coro solitário de overdubbing sem perder a precisão. As letras são atormentadas, como se ansiosas por um sentido, oscilam da violência ao repouso. Enganam-se os que acham que farão bonito na fogueira. Sua voz e estilo não permitem imitação (se duvidam, confiram no youtube).
The Black Keys - Attack and Release
1 de abril de 2008

Um disco, uma banda, já presente no blog que faz seu retorno apenas para sublinhar algo importante: é possível fazer rock com cara retrô sem ser repetitivo, sem ser chato, sem ser hype, sem ser aclamado como salvação do rock e, mais importante, sem ser cliché. É possível homenagear bandas sem ser imitão, sem fazer plágios. É possível vir da mesma cidade que o White Stripes e ser melhor que eles.
Ponto Alto: As músicas Lies, So He Won't Break e Oceans and Streams merecem seu repeat.
Firewater - The Golden Hour
6 de maio de 2008

Mais um dos favoritos da casa, como diria um antigo apresentador de TV. Escrevi bastante sobre eles recentemente, então me conterei e direi apenas que esse disco mudou minha vida.
Ponto Alto: Inevitável não desejar que as histórias aqui contidas fossem nossas próprias. As inspirações e sonhos decorrentes da audição repetida em um curto espaço de tempo podem ser libertadoras.
Gunslingers - No More Invention
8 de setembro de 2008

Provavelmente o disco mais erroneamente negligenciado de toda essa lista. Fantástico desde a capa, sua falta de fama é identica à sua genialidade. Gregory Raimo é um monstro da guitarra, e como todo gênio artista, o que faz é único e só pode ser devidamente fruido com seus sentidos. No More Invention trilha caminhos assolados pelos gigantes do Chrome na década de 70, o faz com tamanha virulência e paixão que é absolutamente inaceitável que esse disco não encabece qualquer lista que queira fingir-se respeitável.
Ponto Alto: Ouvir Greg Raimo moendo sua guitarra faz impossível crer que ele seja realmente francês, logo, esse disco é indispensável para se compreender e se aceitar de uma vez por todas o fato de que, sim, é possível fazer ROCK bom tendo nascido com uma baguete embaixo do braço.
29 de janeiro de 2008

Do encontro improvável entre rock universitário e música popular africana nasce a divertida estréia do Vampire Weekend. Apesar de nova iorquinos, soam como ingleses simpáticos tentando atrair colonos para sua soirée na varanda. Com letras perspicazes, como comentários sobre situações corriqueiras através de minúcias de um olho observador, mostram como não é necessário apelar para fortes (e vulgares) emoções para compelir nossos ouvidos. Conseguem ser inteligentes sem serem pretensiosos.
Ponto Alto: A simplicidade das músicas atesta isso: os ritmos são realmente africanos, as melodias vocais um pop à The Police, e as guitarras são totalmente limpas. Já os arranjos de sintetizador e violinos, esses são sofisticados como aquela azeitona no fundo da taça: quando viu, já engoliu.
Bon Iver - For Emma, Forever Ago
19 de fevereiro de 2008

Brota do isolamento com força colossal esse registro em carne viva do até então desconhecido Justin Vernom. Gravado numa cabana na floresta quando se recuperava de mononucleose e um abandono amoroso, tornou-se uma preciosa experiência introspectiva que não poupa o ouvinte de suas nuances de desespero, resignação e, quem sabe, esperança.
Ponto Alto: A voz de Vernom, visceral na origem, abre caminho seguida de um coro solitário de overdubbing sem perder a precisão. As letras são atormentadas, como se ansiosas por um sentido, oscilam da violência ao repouso. Enganam-se os que acham que farão bonito na fogueira. Sua voz e estilo não permitem imitação (se duvidam, confiram no youtube).
The Black Keys - Attack and Release
1 de abril de 2008

Um disco, uma banda, já presente no blog que faz seu retorno apenas para sublinhar algo importante: é possível fazer rock com cara retrô sem ser repetitivo, sem ser chato, sem ser hype, sem ser aclamado como salvação do rock e, mais importante, sem ser cliché. É possível homenagear bandas sem ser imitão, sem fazer plágios. É possível vir da mesma cidade que o White Stripes e ser melhor que eles.
Ponto Alto: As músicas Lies, So He Won't Break e Oceans and Streams merecem seu repeat.
Firewater - The Golden Hour
6 de maio de 2008

Mais um dos favoritos da casa, como diria um antigo apresentador de TV. Escrevi bastante sobre eles recentemente, então me conterei e direi apenas que esse disco mudou minha vida.
Ponto Alto: Inevitável não desejar que as histórias aqui contidas fossem nossas próprias. As inspirações e sonhos decorrentes da audição repetida em um curto espaço de tempo podem ser libertadoras.
Gunslingers - No More Invention
8 de setembro de 2008

Provavelmente o disco mais erroneamente negligenciado de toda essa lista. Fantástico desde a capa, sua falta de fama é identica à sua genialidade. Gregory Raimo é um monstro da guitarra, e como todo gênio artista, o que faz é único e só pode ser devidamente fruido com seus sentidos. No More Invention trilha caminhos assolados pelos gigantes do Chrome na década de 70, o faz com tamanha virulência e paixão que é absolutamente inaceitável que esse disco não encabece qualquer lista que queira fingir-se respeitável.
Ponto Alto: Ouvir Greg Raimo moendo sua guitarra faz impossível crer que ele seja realmente francês, logo, esse disco é indispensável para se compreender e se aceitar de uma vez por todas o fato de que, sim, é possível fazer ROCK bom tendo nascido com uma baguete embaixo do braço.

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