
2009
Animal Collective - Merryweather Post Pavilion
20 de janeiro de 2009

O Animal Collective conseguiu aprimorar anualmente sua fanfarra eletrônica desde 2000 e é justamente seu nono disco o mais bem acabado. Panda Bear, que já tinha mostrado no seu disco solo um talento especial para loops e vocais a la Beach Boys embebidos em reverb, assumiu a dianteira aqui, e junto com Avey Tare, criaram melodias inesquecíveis com refrões e tudo mais, sem abrir mão do experimentalismo. O espírito do disco é de inebriante euforia e bem estar contagiante. Em nenhum momento sentimos falta do set convencional de uma banda de rock.
Ponto Alto: Suas estruturas ainda vão longe e seus sintetizadores estão cada vez mais audaciosos (as vezes seus arpegios lembram a polifonia de um acordeão). Esse talvez seja o disco mais alegre de toda nossa lista e consegue sozinho compensar a melancolia que prevaleceu nessa década.
Mount Eerie - Wind's Poem
18 de agosto de 2009

Uma vez me disseram: "Tudo que Phil Elverum toca, é ouro". Ex-Microphones, atual Mount Eerie, Phil lançou em 2009 Wind's Poem e comprovou o dito. O disco é, ao mesmo tempo, sombrio, evocativo e belo. É difícil classificá-lo, é difícil descrevê-lo. Sua voz suave se mistura às camadas de guitarras portentosas, suas melodias parecem de fato sussurradas pelo vento.
Ponto Alto: A música Between Two Mysteries empresta suas notas iniciais do Tema de Laura Palmer, além de fazer menção a Twin Peaks em sua letra. Mesmo que não fosse por isso, é um fácil ponto de entrada para um disco que é recompensador do começo ao fim e que só melhora cada vez que se ouve.
Wild Beasts – Two Dancers
8 de setembro de 2009

Quando pensamos já ter visto de tudo esbarramos nesses devassos da era vitoriana cantando no limite dos pulmões uma opereta travestida de rock moderno. O cenário instrumental que preparam para suas vozes nesse disco é discreta, uma névoa com alguns focos de cor e luz, original por si só. Suas letras são dionisíacas, invocam excessos e festivais, o que cria uma interessante combinação com sua elegância vocal e seus falsettos matadores. E isso vale para ambos os vocalistas Hayden e Tom, um contratenor e um tenor alto.
Ponto Alto: É sempre prazeroso acompanhar o esmero com que pronunciam cada palavra, que variam de trocadilhos libidinosos a gírias da corte. É um risco do qual não nos responsabilizamos habituar seus ouvidos a bons cantores, pois não tem mais volta.
New Model Army - Today Is a Good Day
15 de setembro de 2009

À primeira audição do primeiro single de seu décimo sétimo disco em quase 30 anos, não pude evitar, mas sentir uma leve decepção. O riff parecia comum, tudo parecia muito corriqueiro, porém, com o conceito do disco em mente, tudo fez mais sentido e, felizmente, as músicas que se seguiram ecoavam um New Model Army clássico, esse disco entra na lista por ter sido o melhor lançamento dessa lendária banda no novo milênio.
Ponto Alto: Autumn é tão marcante quanto as melhores músicas da carreira da banda, contém tudo que sempre fez de New Model Army uma das melhores bandas a surgir na década de 80 no Reino Unido (e isso SIM quer dizer muita coisa). Sua mensagem, seu refrão 'sing-along' forçam o punk já adormecido na maioria de nós à tona!
The Red Chord - Fed Through the Teeth Machine
27 de outubro de 2009

Os gêneros mais extremos do metal normalmente são os mais conservadores, por isso é sempre bom quando alguém tem coragem de ir além e mudar qualquer coisa e fazer a receita já antiga parecer nova. Em Fed Through the Teeth Machine, o Red Chord de Boston da sequência à sua jornada insalubre e barulhenta pelos vales do Grindcore e Death Metal com classe e categoria dignas de uma banda clássica do metal, porém injetando bastante novidade e dando uma aparência renovada a um gênero que precisava disso como poucos.
Ponto Alto: A unidade do disco é fenomenal, como uma música se mistura a outra e em pouco tempo você estará alcançando seu bolso para voltar o disco do começo e ouví-lo todo de novo. Hour of Rats faz bandas como Pantera parecer bolero.
20 de janeiro de 2009

O Animal Collective conseguiu aprimorar anualmente sua fanfarra eletrônica desde 2000 e é justamente seu nono disco o mais bem acabado. Panda Bear, que já tinha mostrado no seu disco solo um talento especial para loops e vocais a la Beach Boys embebidos em reverb, assumiu a dianteira aqui, e junto com Avey Tare, criaram melodias inesquecíveis com refrões e tudo mais, sem abrir mão do experimentalismo. O espírito do disco é de inebriante euforia e bem estar contagiante. Em nenhum momento sentimos falta do set convencional de uma banda de rock.
Ponto Alto: Suas estruturas ainda vão longe e seus sintetizadores estão cada vez mais audaciosos (as vezes seus arpegios lembram a polifonia de um acordeão). Esse talvez seja o disco mais alegre de toda nossa lista e consegue sozinho compensar a melancolia que prevaleceu nessa década.
Mount Eerie - Wind's Poem
18 de agosto de 2009

Uma vez me disseram: "Tudo que Phil Elverum toca, é ouro". Ex-Microphones, atual Mount Eerie, Phil lançou em 2009 Wind's Poem e comprovou o dito. O disco é, ao mesmo tempo, sombrio, evocativo e belo. É difícil classificá-lo, é difícil descrevê-lo. Sua voz suave se mistura às camadas de guitarras portentosas, suas melodias parecem de fato sussurradas pelo vento.
Ponto Alto: A música Between Two Mysteries empresta suas notas iniciais do Tema de Laura Palmer, além de fazer menção a Twin Peaks em sua letra. Mesmo que não fosse por isso, é um fácil ponto de entrada para um disco que é recompensador do começo ao fim e que só melhora cada vez que se ouve.
Wild Beasts – Two Dancers
8 de setembro de 2009

Quando pensamos já ter visto de tudo esbarramos nesses devassos da era vitoriana cantando no limite dos pulmões uma opereta travestida de rock moderno. O cenário instrumental que preparam para suas vozes nesse disco é discreta, uma névoa com alguns focos de cor e luz, original por si só. Suas letras são dionisíacas, invocam excessos e festivais, o que cria uma interessante combinação com sua elegância vocal e seus falsettos matadores. E isso vale para ambos os vocalistas Hayden e Tom, um contratenor e um tenor alto.
Ponto Alto: É sempre prazeroso acompanhar o esmero com que pronunciam cada palavra, que variam de trocadilhos libidinosos a gírias da corte. É um risco do qual não nos responsabilizamos habituar seus ouvidos a bons cantores, pois não tem mais volta.
New Model Army - Today Is a Good Day
15 de setembro de 2009

À primeira audição do primeiro single de seu décimo sétimo disco em quase 30 anos, não pude evitar, mas sentir uma leve decepção. O riff parecia comum, tudo parecia muito corriqueiro, porém, com o conceito do disco em mente, tudo fez mais sentido e, felizmente, as músicas que se seguiram ecoavam um New Model Army clássico, esse disco entra na lista por ter sido o melhor lançamento dessa lendária banda no novo milênio.
Ponto Alto: Autumn é tão marcante quanto as melhores músicas da carreira da banda, contém tudo que sempre fez de New Model Army uma das melhores bandas a surgir na década de 80 no Reino Unido (e isso SIM quer dizer muita coisa). Sua mensagem, seu refrão 'sing-along' forçam o punk já adormecido na maioria de nós à tona!
The Red Chord - Fed Through the Teeth Machine
27 de outubro de 2009

Os gêneros mais extremos do metal normalmente são os mais conservadores, por isso é sempre bom quando alguém tem coragem de ir além e mudar qualquer coisa e fazer a receita já antiga parecer nova. Em Fed Through the Teeth Machine, o Red Chord de Boston da sequência à sua jornada insalubre e barulhenta pelos vales do Grindcore e Death Metal com classe e categoria dignas de uma banda clássica do metal, porém injetando bastante novidade e dando uma aparência renovada a um gênero que precisava disso como poucos.
Ponto Alto: A unidade do disco é fenomenal, como uma música se mistura a outra e em pouco tempo você estará alcançando seu bolso para voltar o disco do começo e ouví-lo todo de novo. Hour of Rats faz bandas como Pantera parecer bolero.

1 elogio(s):
Acabei de chegar, mas vi que há mto oq garimpar por aqui. Já assinei o feed :) Parabéns pelo blog!
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